Terça-feira, 29 de Setembro de 2009

O naufrágio do Jakob Maersk. (Entrada do Porto de Leixões)

"lembra-se desta imagem?"

Nome: Jakob Maersk
Data de Naufrágio: 29 de Janeiro de 1975
Local: Entrada do Porto de Leixões - Portugal
Navio: Petroleiro de 84000 toneladas
Data de construção: 1966
Bandeira: Dinamarquesa
Carga: Crude
***
*****

No dia 29 de Janeiro de 1975, ás 12:30h, o petroleiro Jakob Maersk, enquanto tentava entrar no Porto de Leixões, embateu numa rocha. Segundos após o embate deu-se uma explosão na casa das máquinas, o petroleiro incendiou-se e partiu-se em três.
As zona central e a popa afundaram-se quase de imediato tendo a proa ficado a flutuar, a qual viria dar à costa dias depois tendo lá ficado durante anos. As explosões partiram todos os tanques e resrvatórios do petroleiro, tendo o crude ficado espalhado por uma grande extensão. Uma parte do crude ardeu enquanto que a restante veio dar à costa. Durante alguns dias, chamas do crude que ardia tunham mais de 100m de altura e o céu do Porto ficou escurecido pela grande nuvem de fumo preto.


7 dos 17 tripulantes tiveram morte imediata, uma vez que se encontravam na casa das máquinas. Alguns dos habitantes de zonas próximas do acidente foram para ao hospital devido ao fumo. De imediato foram feitos vôos de reconhecimento sobre o local do acidente mas as chamas que duraram dias não permitiam qualquer tipo de acção de recolha do crude que estava no mar. A colaboração entre o Ministro das Pescas, Marinha, exército, o armador (The Shell Oil Company) e parte da população local, permitiu que agissem depressa evitando uma situação mais grave. Cerca de 50000 toneladas de crude arderam no mar, cerca de 25000 toneladas ficaram à aderiva no mar e cerca de 15000 toneladas deram à praia.

Características do Mergulho:


-Tipo de megulho: naufrágio
-Experiência: CMAS *
-Vida marinha: Pouca
-Profundidade média: 12m
-Profundidade máxima: 15m
-Corrente: inferior 2 nós
-Visibilidade: inferior a 5m
-Perigos: tráfego de barcos e redes
-Coordenadas GPS: Lat. 41° 10.178' N/ Long. 8° 42.066' W



Bibliografia:

www.le-cedre.fr/uk/spill/jakob/jakob.htm
www.wannadive.net
www.fotopt.net

publicado por Admin às 10:53
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Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

Mapas Antigos da Cidade do Porto. (1809, 1833, 1844)

A actual «cidade invicta» é muito diferente daquilo que foi num passado, por vezes não muito distante... Em baixo vemos mapas da cidade do Porto com os conteúdos e dimensões das referidas datas.
Nota: Clique nas imagens para AMPLIAR OS MAPAS se os desejar guardar no seu computador.
A cidade do Porto tal como o era em 1809.
Planta da cidade do Porto datada de 1833.

Na Planta abaixo temos:
«Planta da cidade do Porto contendo o Palácio de Christal, nova alfandega e diversos melhoramentos posteriores a 1844, por F. Perry Vidal»
Nestas 3 Plantas, com pouco tempo de intervalo entre as datas da sua elaboração, póde-se no entanto notar uma evidente evolução da Cidade tanto em dimensões como em organização Urbana.
publicado por Admin às 10:17
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Foral da Cidade do Porto de 1120 e outros.

(clique no texto abaixo para aceder ao documento)

«Foral dado ao Porto por D. Hugo; e Doações que lhe fez a Snr. D. Tereza e seu filho Snr. D. Afonso Henriques: e também A Carta de Couto da Igreja de Cedofeita e confirmações posteriores da mesma tudo ordenado , traduzido, annotado, e offerecido aos habitantes do Porto» , Typographia da Viuva Alvares Ribeiro e Filhos, Porto, 1822.
publicado por Admin às 10:05
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Sábado, 19 de Setembro de 2009

A Quinta de Santo Ovídio - Cidade do Porto.

«Após cinco meses de noivado casaram-se Eça de Queirós e D. Emília de Castro Pamplona (Resende), no dia 10 de Fevereiro de 1886, no Oratório particular da Quinta de Santo Ovídio no Porto, pertencente à família da noiva, já desaparecido em virtude da abertura da rua Álvares Cabral, que liga a rua da Cedofeita ao Campo Mártires da Pátria.»

Quinta e Palácio de Santo Ovídio (Séc. XIX), Des., Joaquim Cardoso, In Edifícios do Porto em 1833. Álbum de desenhos, Porto 1987.

Situava-se tal quinta ao cimo da actual Rua de Alvares Cabral...
publicado por Admin às 20:24
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Terça-feira, 15 de Setembro de 2009

O Mosteiro de São Bento de Avé-Maria.

O Mosteiro de São Bento de Avé-Maria foi um edifício, demolido no final do século XIX, que albergou freiras beneditinas, localizado na cidade do Porto, em Portugal.
No seu local foi construída a actual Estação Ferroviária de Porto-São Bento, no início do século XX.
História

No início do século XVI, mais precisamente em 1518, o rei D. Manuel I, que no ano anterior outorgara foral ao Porto, mandou construir à custa de sua fazenda, o Mosteiro da Avé Maria ou da Encarnação das monjas de São Bento, dentro dos muros da cidade, no local chamado das Hortas do Bispo ou da Cividade.

Desejando o rei que os Mosteiros das Religiosas se transferissem dos montes para as cidades, neste foram recolhidas as monjas dos Mosteiros de Rio Tinto, Vila Cova, Tarouquela e Tuías, no dia 6 de Janeiro de 1535. No século XVI recebeu algumas freiras de um extinto mosteiro em Macieira de Sarnes. Foi a sua primeira abadessa D. Maria de Melo, monja de Arouca e, ao mesmo tempo, regedora do Mosteiro de Tarouquela.

Vários testemunhos referem-se ao Real Convento como uma maravilha em decoração e magnificência, deduzindo-se ter predominado inicialmente o estilo manuelino. Deduz-se, pois foram muitas as alterações e aditamentos qua a igreja e o convento sofreram durante os anos, a última motivada por um incêndio em 1783, que ao tempo da demolição apenas restava um arco manuelino da traça primitiva.

Com a afirmação do Liberalismo no início do séc. XIX, este regime, depois de extintas as ordens religiosas, confiscou os seus bens por decretos de 1832 e 1834, determinando que estes passassem para o Estado após a morte da última religiosa. No caso do Mosteiro da Avé Maria, esta terá falecido em 1892, ficando as instalações devolutas. Contam-se várias histórias de que, em certas noites, ainda é possível ouvir as rezas da monja a ecoar pelos corredores das alas da estação!
A demolição dos claustros inicia-se cerca de 1894 e a da igreja processa-se entre Outubro de 1900 e Outubro de 1901. As ossadas das monjas foram recolhidas numa catacumba mandada construir no cemitério do Prado do Repouso pela Câmara Municipal do Porto, em 1894.
Muito do seu espólio perdeu-se por altura da demolição, incluindo uma grande variedade de azulejos-tapete, alguns dos quais foram recolhidos por Rocha Peixoto. O que resta do espólio pode apreciar-se no Museu do Seminário do Porto (talha), na Igreja de São João das Caldas em Vizela (retábulo-mor da igreja), Paço de S. Cipriano em Guimarães (azulejos do claustro), no Museu Nacional de Arte Antiga em Lisboa (báculo da Abadessa) e no Mosteiro de Singeverga em Roriz (cibório com pedras finas).

Em baixo podemos ver fotografias do Mosteiro de São Bento de Avé-Maria exactamente come ele era antes de dar lugar a actual conhecida estação de S. Bento.
Um tesouro para sempre perdido.

A fachada da Igreja...
Vista da rua da Madeira (em frente a direita vemos a ainda existente Práça da Liberdade, ao fundo e a meio a Torre dos Clérigos).

Em baixo uma vista interior
"A roda" do Mosteiro onde eram deixadas crianças rejeitadas pelos pais.
Uma imagem desoladora!!! A destruição do Mosteiro para dar lugar a estação de comboios.
publicado por Admin às 22:28
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Quinta-feira, 27 de Agosto de 2009

SANTA CRUZ DO BISPO.

- Santa Cruz do Bispo, cuja toponímia original seria Santa Cruz felgueiras, pois fez parte do Julgado da felgueiras até 1835, tendo ainda sido designada como Santa Cruz de Leça e Santa Cruz de Riba Leça, por influência de D. Rodrigo Pinheiro, insigne humanista e Bispo do Porto no século XVI, ligado ao apogeu arquitectónico e paisagístico de Santa Cruz, com justiça, se ficou a chamar do Bispo.
A Quinta de Santa Cruz de Riba Leça, que era todo o vasto terreno doado à Sé do Porto pela Infanta Santa Mafalda, foi transformado num recanto maravilhoso de grande imponência que foi a Quinta dos Bispos e actual Colónia Penal.

Assim, transformou-se, de novo, o aspecto da Quinta, desta vez sob a influência de Nasoni.
De toda a beleza arquitectónica, destacamos o seguinte: entrada principal – grandioso portão artístico de pedra, trilobado de cantaria encimado pelas armas do bispo D. José Maria Fonseca e Évora que, em 1750 decidiu empreender reformas nesta imponente e tranquila instância de repouso que se ergue no Largo, junto da Igreja, considerado monumento de interesse nacional; vários portões laterais de granito (cinco), que rodeiam a Quinta; edifícios em pedra; o chamado Palácio D. Mafalda; belíssimos fontanários de pedra, dispersos pelos arruamentos da Quinta, etc.

Em 1623 contavam-se entres as capelas da freguesia a Capela N. Sra. da Luz e dos Anjos (que se situava dentro da quinta e que talvez constitua a razão pela qual a estrada principal da Colónia é conhecida como Av. Dos Anjos), A Capela de Santo Isidro e a Capela N. Sra. da Guia que se situava junto da Igreja Paroquial embora num sítio ligeiramente diferente, pois aquele onde hoje se ergue, data da reconstrução levada a cabo pela Veneranda Viscondessa de Santa Cruz do Bispo, D. Maria Dias de Sousa, em 1890.
Descendo de família pobre e não sabendo escrever, foi-lhe o título de Viscondessa atribuído em 1892 por El-Rey D. Carlos, como reconhecimento e consagração oficial da sua generosidade e qualidades de carácter, cuja nobreza se reflectiu no contributo prestado à colectividade.
Falecida com 82 anos de idade, em 12 de Março de 1899, jaz o seu corpo em sepultura própria na Capela de seu nome, no cemitério Nº.1 da Freguesia a cuidado perpétuo da Junta.



Nesta Capela está uma imagem de N. Sra. que merece apreciação quanto mais não seja pela sua antiguidade.
Em 1623 existiam ainda as seguinte Capelas: N. Sra. do Livramento ou das Candeias ou de S. Brás e a Capela do Mártir S. Sebastião.
A Igreja matriz e paroquial, com esbeltas linhas arquitectónicas, foi demolida e reedificada entre os anos 1756 e 1766, pelo Bispo do Porto, D. Fr. António de Sousa, cuja pedra de armas foi representada na sua frontaria.
Treze anos depois em 1769, tendo sido atingida por um raio, necessitou de importantes obras de restauro.




No monte de S. Brás, podemos ver a famosa estátua do "Homem da Massa", peça de grande valor Histórico-Cultural, e que sendo encontrada entre as Capelas de Nª. Sra. do Livramento e a do Mártir S. Sebastião, por volta do ano de 1935 terá sido deslocada para o cimo do Monte.

A estátua em granito é esculpida apenas dos joelhos para cima e, atingindo a altura de uma pessoa, está profundamente mutilada nos olhos, nariz e boca, faltando-lhe ainda os dois antebraços. A seu lado, encontra-se uma figura de um qualquer animal, talhado no mesmo granito.

Diz a lenda que quem atravessasse o misterioso monte de São Brás, coberto de densa vegetação, para sempre desapareceria. Certo dia, um audacioso rapaz decidiu atravessa-lo e munido de uma "maça" de trabalhar o linho, meteu-se a caminho. Algum tempo depois e talvez resultado de uma luta mortal, o seu corpo foi descoberto, junto do de um estranho animal selvagem semelhante a um leão. Para assinalar o local onde se encontraram os corpos foram esculpidas as imagens que ainda hoje ali se encontram.

No entanto a hipótese que parece ter mais bases científicas, aponta para que essa famosa estátua pertença a vestígios arqueológicos Romanos existentes na zona, e que representará Hércules, ou seu filho Amato.
publicado por Admin às 15:20
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Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

A Festa de S. João - Cidade do Porto.

Dos santos populares de Junho o dia 24 de Junho foi consagrado a São João Baptista por ser a data do seu nascimento sendo que é também o que mais se festeja na Europa – João, Joan, Jean, John, Iván, Sean, consoante o país onde a festa aconteça, mas apesar de ser o padroeiro de muitas terras, na noite de São João, a cidade do Porto é a que mais festeja!
S. João tripeiro é uma grande manifestação de massas, eminentemente festiva, de puro cariz popular e que dura toda uma noite, com uma cidade inteira na rua, em alegre e fraterno convívio colectivo.
Nas ruas os foliões passeiam o alho-porro, os martelos de plástico, compram manjerico e comem sardinha assada, aliás, é com uma boa sardinhada e um bom caldo verde que começa a farra! Fazer subir balões confeccionados com papéis de várias cores que passeiam no ar como sóis iluminados sob o impulso do fumo e o calor de uma chama que consome uma mecha de petróleo ou resina. É este cheiro a gente, a manjerico e erva cidreira, é esta poesia popular impregnada do espírito folião do povo que enche Junho no Porto e se expande do coração da gente, sobe ao ar como um fogo de artifício que ilumina a noitada.

Tudo começa na Ribeira, mas depois do Fogo de Artifício, todos os anos à meia-noite em ponto, a festa espalha-se pelos quatro cantos da cidade e só termina ao nascer do sol.
As rusgas de São João espalham-se de bairro em bairro, de freguesia em freguesia.
Nas ruas mais centrais que, nessa noite, até ao nascer do sol, registam invulgares enchentes de povo, aparecem à venda as ervas santas e plantas aromáticas com evidente predominância do manjerico, a planta símbolo por excelência desta festa; o alho-porro, os cravos e a erva-cidreira. E para espantar o cansaço vai-se parando nos bailaricos de bairro, salta-se a fogueira e pára-se nas tasquinhas que se espalham pela cidade!

E no Porto a festa tem como ponto de honra as Cascatas S. Joaninas (colocar a imagem do Santo num altar com o seu inseparável carneirinho e um sem fim de elementos que simbolizam o arraial) e que servem de disputa entre freguesias e bairros num concursos de beleza e homenagem
Manda a tradição que a festa culmine com um banho de mar na Foz!
E no dia do padroeiro o manjar tradicional é o anho ou cabrito assado com batatas assadas e arroz de forno.
A festa de São João dá inicio às festas do Verão, daí as fogueiras e todas as "loucuras" da noite deste santo popular.



publicado por Admin às 21:20
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A História da Cidade do Porto.

Há muito, muito tempo, quase nos primórdios da civilização, havia um lugar ao qual chamaram Porto por ser de paragem obrigatória às gentes que viajavam no país. Nesse lugar havia um rio chamado Douro por ter em si muitas e belas riquezas.
A terminologia da palavra aponta para portus, a porta, topónimo que traduz a vida comercial e o desejo de um povo pioneiro na descoberta do desconhecido A constituição das suas origens como cidade data de 417.
Ao longo dos séculos foram vários os seus governantes, citando-se entre outros os Suervos, os Godos, e mesmo os Mouros que por aqui passaram até ao reinado d’El Rei D. Afonso I, de cognome o Católico. Nas vicissitudes da Reconquista conhece por várias vezes a destruição. Depois de ter sido nomeada bispado e ter sido entregue a D. Hugo o burgo foi sempre crescendo, quer dentro dos muros, quer nas imediações da cidade. Estendendo-se pela Ribeira até à praia onde desembarcavam e embarcavam mercadorias. Trepando em direcção ao burgo, lá no alto, seguindo os traçados que rumam a Braga, a Guimarães e Trás-os-Montes e ao Olival.
A crescente importância económica do burgo episcopal começa a despertar a cobiça dos poderosos e com eles a dos reis. E as lutas começam. As disputas entre reis e bispos pelo controlo dos recursos da cidade, nomeadamente dos rendimentos da actividade portuária permanecem até ao reinado de D. João I, quando acordou com a Mitra a passagem definitiva do senhorio. Entretanto a cidade continua a crescer e é no reinado de D. Afonso IV que é mandado edificar uma cinta de muralhas destinadas a proteger o pequeno burgo, esses muros ou muralhas que circundavam e defendiam o velho burgo portucalense existiam ainda no século XVII, da sua constituição faziam parte as portas: a Porta dos Carros, de Santo Elói, do Olival, da Esperança, do Sol e a Porta Nobre .
No seu percurso a porta principal era o Arco de Vandoma, situado a nascente do citado burgo e a encostar no largo da Sé e na rua Chã daí inclinava o muro monte abaixo, ladeando as escadas das verdades onde se encontrava a Porta das Mentiras, aqui o muro torneava o Alto do Barredo e angulava o rio da vila que desaguava a descoberto na rua de S. João, que hoje em dia ainda conserva o mesmo nome, rasgando o arco de Sant’Ana das Aldas e o arco de S. Sebastião onde recurvando fechava o circuito do muro, muro este que é mais conhecido por Muralha Fernandina.
Cedo o Porto demonstrou o seu grande potencial na construção naval, quer a nível industrial, quer comercial. A esse potencial não são alheias as ligações inquebráveis que o Porto possui com o Douro e com o Atlântico.Assim pelo século XIV adiante foi o Porto o principal centro português de construções navais.
Envolto nos enredos do mar, lançado na imensidão dos oceanos em busca de novas paragens, navios, marinheiros e população integraram interesses e esforços de muitas formas e, logo aquando da expedição à conquista de Ceuta, o infante D. Henrique, nascido na Invicta, ali organiza uma formosa esquadra que levou a juntar-se ao rei que esperava em Lisboa antes de partirem par o Norte de África.
E foi por tal empenhamento que os portuenses receberam a alcunha de Tripeiros, pois segundo contam, o comprometimento do povo levou a que fornecessem as naus e galeras com as carnes ficando apenas as tripas como alimento dos que por cá ficaram.
Como louvores dos feitos prestados, muitos foram os portuenses que inscreveram os seus nomes na história.
Ao longo da história o Porto foi sempre muito cobiçado, pelas riquezas, privilégios, autonomia e tradição que o caracterizavam, mas com o Foral Manuelino (ver 2ª foto ao lado) de 20 de Junho de 1517 o Porto perdeu grande parte dos seus privilégios, sendo D. Manuel considerado o rei inimigo, que deu inicio à mesquinha, absurda e funesta política da centralização dos poderes e serviços.
Contudo o povo portuense sempre honrou o seu caracter colectivo, através do seu espirito de independência e o seu amor à liberdade. Muito marcada pelo desaire do período filipino, é já no século XVIII que de novo atinge as alturas dos pergaminhos de cidade empreendedora. Renovando as industrias correlativas derivadas das velhas actividades mercantis de cabotagem e longo curso.
Mas o engrandecimento da cidade não resplandece apenas nas actividades comerciais, expandindo-se às artes, como é o barroco nasoniano marcado em alguns templos da cidade.
Uma das características deste estilo é o recurso à policromia e à exuberância das formas, bem como a conjugação de revestimentos a ouro com a pintura e o azulejo criando ambientes de rara beleza.Em 1755 o Porto é marcado por um terramoto que apenas provocou pequenos estragos, na sequência da reconstrução de Lisboa, a influencia inglesa e a acção dos Almadas, trazem para a cidade um surto de engrandecimento admirável.
Sobrecarregada com a crise da tecelagem, mas apoiada no comercio do vinho do Alto Douro, trazido rio abaixo e embarcado no Porto, facto que se traduziu no nome pelo qual esse vinho é conhecido, a cidade vê aumentar ainda mais o seu núcleo populacional com colónias de ingleses e outros europeus que se estabeleceram e radicaram na cidade.
No século XIX o Porto é massivamente modernizado através de novas ideias, riqueza acrescida, força empreendedora, um deslumbrante escol de gente de saber, políticos, capitais e sobretudo a inegável força popular, afeita ao trabalho, resistente e ciosa dos seus pergaminhos de independência e liberdade.
Os portuenses intervêm repetidas vezes nos próprios destinos políticos da Pátria. Sofreram a ocupação dos invasores, não se aquietando na sua expulsão, retendo-lhes as ideias mais benéficas, não admitindo tutelas, defendendo-se com armas, vidas e bens.
Com uma determinação impar, a cidade foi crescendo, organizando-se administrativa, financeira e culturalmente, constituindo-se numa capital regional que ainda hoje é.Ao longo do século XX o cunho que a caracterizou sempre manteve-se e hoje a cidade está populacionalmente estabilizada.
Dela partiram as primeiras acções republicanas, sendo simultaneamente um dos grandes pilares políticos e económicos do País. E ainda foi o pólo de crescimento industrial significativo quer internamente, quer nas regiões vizinhas.
Assim falar do Porto é começar sem nunca conseguir terminar de relatar todos os seus feitos, tradições, costumes, belezas...
A cidade velha de séculos, contrastante com o fervilhar de actividades e ideias não se pode nunca destituir das gentes que lhe dão vida, caracter e cunho.Gentes de linguagem marcada, sonora e garrida, trabalhadora e entusiasta, vibrante com seus ídolos desportivos, áspera e livre na crítica e jubilosa nos folguedos.
O Porto congrega, cria, difunde densos cambiantes de contrastes sendo por isto o símbolo portuguesíssimo de um progresso que não se envergonha do passado mas nele sustenta o futuro.Por tudo isto é considerada a mais imponente cidade do Norte merecendo a justa classificação de Património Mundial.

Um símbolo, uma cidade

Muitas foram as alterações deste marco representativo da cidade, muito embora seja de apontar que a sua estrutura básica se manteve ao longo de diferentes reinados apenas tendo sido acrescentado pormenores artísticos e caracterizadores desta tão bela cidade situada nas margens do Douro que carinhosamente molha os pés dos portuenses.
O original brasão da Invicta representava « uma cidade de prata, em campo azul sobre o mar de ondas verdes e douradas».
Em 1517 sofre a primeira alteração, ao qual foi incluído ao imagem de Nossa Senhora de Vandoma, com o menino Jesus nos braços sobre um fundo azul e entre duas torres.
Em 1813 e aquando da Segunda modificação, a imagem de Nossa Senhora aparece ainda ladeada por duas torres encimadas por um lado por um braço e por outro por uma bandeira.
Em 1834 no reinado de D Pedro IV ao brasão foi introduzido uma inscrição « Antiga, mui Nobre sempre Leal e Invicta cidade».
Este brasão era então constituído por um escudo esquartelado, cercado pelo colar da Ordem da Torre e Espada, tendo nos primeiros e quartos quartéis as armas de Portugal e nos segundos e terceiros as antigas armas da cidade. Encimava o escudo um dragão verde assente numa coroa ducal, sobressaía uma longa faixa com a legenda Invicta.
A ultima alteração, em 1940, do brasão dá-lhe a forma actual conhecida por todos, representado pelas armas.
Apresenta-se assim de azul com um castelo de ouro, constituído por um muro ameado e franqueado por duas torres ameadas, aberto e iluminado a vermelho, sobre um mar de cinco faixas ondeadas, sendo três de prata e duas de verde. Sobre a porta assente numa mesura de ouro a imagem da virgem com diadema na cabeça, segurando um manto azul e com o menino ao colo, ambos vestidos de vermelho, acompanhados lateral e superiormente por um esplendor que se apoia nas ameias do muro.
Em destaque dois escudos de Portugal antigo. No cimo uma coroa mural de prata, de cinco torres e um coral da ordem militar da Torre e Espada, do Valor e do Mérito. A listel branco a inscrição « Antiga, mui Nobre sempre Leal e Invicta cidade do Porto».
publicado por Admin às 20:32
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Quinta-feira, 14 de Maio de 2009

Cidade do Porto - A antiga "Roda".

A "roda dos expostos" ou "roda dos enjeitados" - normalmente associadas a conventos, as rodas eram os locais onde se colocavam as crianças que, por uma razão ou outra, se tornavam inconvenientes, normalmente devido às dificuldades económicas dos pais...

publicado por Admin às 12:16
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Cidade do Porto - Vista sobre o Rio Douro numa época já distante.



Na imagem de baixo vemos a ponte pênsil coabitando com os pilares da ponte de D. Luís projectada para a sua substituição.

O Douro entre as duas grandes cidades numa altura em que eram bem mais pequenas.

Rio Douro entre o Porto e Vila Nova de Gaia uma imagem do tempo dos nossos avós...
publicado por Admin às 12:07
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